quarta-feira, 21 de maio de 2014

PAU PRA TODA OBRA

Para o desapego, Personal Organizer.
Para ideias e pensamentos que dificultam ou impedem o desapego, Psicóloga.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

ACEITA, QUE DÓI MENOS

A dor do desapego pode ATÉ ser aguda. Mas, crônica, jamais! 

quinta-feira, 20 de março de 2014

EU DOU CONTA - ORGANIZAÇÃO DE CONTAS E DOCUMENTOS

Tudo junto e misturado? Esqueça! Contas e documentos pedem organização frequente. Caso contrário, espalham-se rapidamente como praga pelo espaço residencial. E como mágica mal feita, desaparecem na cartola da desorganização. Sem truques, segue o passo a passo.
DESCARTE: contas e documentos que podem ser descartados após vencer o prazo para serem guardados (ver sites que informam o prazo).
ORGANIZAÇÃO:
- organizar, se possível, contas e documentos em um só lugar (centralizar).
- Verificar as medidas do espaço disponível e dos organizadores.
- Escolher os organizadores. Há diversos modelos: arquivos, caixas, maletas, pastas, gaveteiros, etc., com divisórias ou pastas suspensas. DICA: as pastas suspensas podem ser de cores variadas, para facilitar a categorização (uma cor para cada assunto) e visualização.
- Categorizar, criar categorias, pastas. Separar por assunto, como: contas a pagar, contas pagas, documentação pessoal, imóveis, veículos, banco, educação, trabalho, saúde, despesas pessoais, notas fiscais/certificados de garantia/manuais de produtos, etc. Cada categoria pode ter subdivisões e cada pessoa deve ter sua própria pasta. DICA: ter um organizador para arquivo morto/permanente e outro para contas e documentos consultados regularmente.
- Identificar, etiquetar todas as pastas. DICA: usar etiquetas ou canetas coloridas para identificar cada assunto.
MANUTENÇÃO: constante.
Para comprovarmos algo (que estamos vivos, por exemplo), precisamos ter nossos documentos em mãos. Aqui, palavra dada não basta.
Organizar contas e documentos é tarefa que requer tempo, atenção e paciência. A princípio, é apenas uma pilha de papéis. Aproxime-se e verá uma vida contada ali. Documentos contam a nossa história, da certidão de nascimento à de óbito. Portanto, cuidemos bem deles.

Para tia Emiliana e "prima" Jenifer, que sugeriram o tema, acompanham o blog e COBRAM novos posts. Deixo REGISTRADO aqui o meu carinho por vocês.   

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O QUE SE DESCARTA QUANDO SE ESTÁ DESCARTANDO


CENA 1 - Na adolescência eu usava, dia sim e outro também, blusas amarradas na cintura. Uma vez passei por um grupo de meninos que, em coro, gritou: "tira, tira, tira!". Não tirei. Levei o caso para a análise e lá concluí: eu estava amarrada à blusa.
CENA 2 - Uma cliente, num longo processo de descarte, abriu uma caixa cheia de recordações de viagens. No entanto, nada ali me pareceu mais interessante do que seu relato das viagens feitas.
Percebi que ela (e muitas pessoas) permanecem amarradas a coisas que ocupam um lugar que não lhes pertence. "E se eu precisar?", "E se eu esquecer?", "Não consigo me desfazer!"... Quando nada é descartado, perde-se o discernimento. Quando tudo é igualmente relevante, da nota fiscal do CD comprado por 9,99 nas Lojas Americanas no ano de 2003 à Escritura do 1º imóvel comprado guardadas (ou jogadas?) na mesma gaveta, por exemplo, perde-se a relevância. Quando se está descartando, descarta-se a coisa (o objeto) em si, não a história, lembrança e memória que ela carrega. Às vezes, é mais saudável descartá-las também. Mas é uma escolha, apenas. Precisei de muito tempo e muita análise para desatar o nó. Quando descartei a blusa, descartei também a insegurança que ela disfarçava. E a cada novo descarte ouço o coro, ao fundo: "tira, tira, tira!".

sábado, 7 de setembro de 2013

QUANDO O PASSADO PASSA
 
"Eu hoje joguei tanta coisa fora". Tirei o passado das gavetas e do fundo do armário (ou seria do poço?). Passado, seu nome é mofo! Pratiquei um legítimo desapego! Desentulhei o passado (passado a limpo) para melhor organizar o presente. Desapeguei-me das tralhas dos passado. Sim, tralhas! Quando o passado passa, recordação vira tralha. Meu passado não me condena, mas me cobra. Cobra a manutenção das lembranças. Cobrava! "Eu vi o meu passado, passado ir". Sem saudosismo, boicotes e reflexões. Coleções engavetadas, enfeites que não enfeitavam nada, revistas e textos de Psicologia e outros temas guardados para consultas futuras. E o futuro passou... Papéis de carta da infância (da 1ª e da 2ª!), "cartas e fotografias, gente que foi embora". Tudo passou... Passei... "A casa fica bem melhor assim".
 
* Versos da música Tendo a Lua, Paralamas do Sucesso    

quinta-feira, 6 de junho de 2013

QUEM GOSTA DE DOBRA É ORIGAMI
 
Respondendo um questionário que eu fiz para eu mesma responder sobre um ano e meio de serviço de organização profissional, listei as tarefas que mais e menos gosto de fazer. Organizo tudo, mas não me peçam para arrumar a cama e lavar a louça (posso organizá-la na pia para ser lavada). Ainda na cozinha, por exemplo, gosto mais de organizar despensas do que geladeiras. Por quê? Nada contra o pinguim! Os meus (tenho um lindo casal!) ficam na bancada, aliás. Apenas por fazer melhor (acho!) a categorização dos alimentos na despensa do que na geladeira. Já, organizar livros, revistas, fotos, CDs, DVDs e coleções é um prazer para mim. Quarto infantil e brinquedos? Também. Medicamentos ou maquiagens? Os dois. Toalhas ou lençol com elástico? Preciso responder? Lençol com elástico só é bom esticadinho na cama! Armários e closets, outro prazer. No entanto, prefiro organizar calçados e cabides (penduro tudo que puder ser pendurado) a gavetas e prateleiras. Dobras me cansam. Pronto, falei! Cansam a minha coluna. Algumas peças "retas e obedientes" facilitam a dobra. Outras, "escorregadias" ou com "desvio de costura" (tortas, no caso), desfazem-se teimosamente. E há as que precisam ser decifradas antes de serem, contra a vontade, dobradas. Desabafo feito e voltando ao balanço geral, digo que o grande desafio até agora foi organizar o quarto do meu irmão. A bagunça residia no quarto ao lado! A minha é provisória. A dele, permanente. E a organização mais diferente? O ateliê de scrapbooking. O diferencial? Dar aula de organização infantil para babás. E, em breve, de organização para idosos pra cuidadores. E daqui pra frente? O que vier... 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

 
T.O.C. E A ARTE DE FAZER DE UM LIMÃO UMA LIMONADA
 
Sou psicóloga e tenho T.O.C. há mais de 10 anos. Em 2011 decidi tirar proveito da minha mania de organização e tornei-me personal organizer. É, ao mesmo tempo, trabalho e terapia.
Enviei este comentário para a Folha de S. Paulo após ler um texto sobre T.O.C. (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) no jornal. E só então eu me toquei (péssimo, mas não resisti!) que essa foi uma das razões para me tornar organizadora profissional. A princípio, busquei o curso de Organização de Residências porque estava procurando uma nova (mais uma) atividade (falei sobre isso no 1º post). Sempre fui organizada, as pessoas sempre elogiaram minha organização e assim surgiu a ideia de transformar em trabalho algo que já praticava em casa. Todos viam apenas o resultado, mas o processo sempre foi muito doloroso para mim. Mais que uma tarefa, é um ritual a ser cumprido compulsivamente. Isto é uma ordem!, grita meu pensamento obsessivo. Minha mania de organização já me castigou demais. Metódica, perfeccionista, sistemática e louca para muitos, passo horas e até dias, às vezes, limpando e organizando um único cômodo do meu apartamento. Prendo-me aos detalhes. E tudo é detalhe para mim. Fico meia hora arrumando um quadro na parede, penteio franja de tapete, alinho calculadamente todos os objetos e por aí vai... Com o trabalho, passei a procurar alternativas para tornar suportável minha rotina doméstica. Exemplos? Quadros encostados nas paredes, tapetes sem franjas, objetos guardados em caixas organizadoras, etc. O trabalho me deu limite e a disciplina certa. Tenho horários a cumprir e devo ser prática. Não encontrei ainda (ainda bem!) clientes neuróticos como eu. Neurose que me rendeu um transtorno. Transtorno que hoje me rende trabalho. É minha terapia e minha medicação. Vai uma limonada aí?