quarta-feira, 17 de junho de 2015

SENHORAS E SENHORES - ORGANIZAÇÃO PARA IDOSOS

Da infância à velhice, organização é prevenção. De acidentes domésticos, inclusive, frequentes na velhice. Para evitá-los, remédio sem contraindicações há: organização, em doses diárias. Mudanças e adaptações no espaço físico são necessárias, também. E simples, muitas vezes. ATENÇÃO: a superdose pode transformar o lar numa residência de segurança máxima, "armada" do chão ao teto com acessórios e equipamentos, que garantem a acessibilidade (não dos preços, altos) e a segurança, mas ferem seu estilo e sua "cara", "desfigurando-a", como plástica mal feita. Casa não é quartel. Segurança e estilo (gosto) pessoal devem ocupar todos os cômodos, igualmente e "amigavelmente". E a pessoa idosa quer e precisa, sempre que possível, ser ouvida, informada, envolver-se, comprometer-se e se responsabilizar por todo o processo de escolhas e transformações. A organização da sua residência e do seu dia a dia é indispensável para preservar a sua autonomia, independência, o ir e vir seguro, conforto e a vida com qualidade. "Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém."

domingo, 7 de junho de 2015

ACERTO DE CONTAS

Crise econômica, inflação, desemprego, contenção de gastos, corte no orçamento (e nos pulsos!),... Variações do mesmo tema, indigesto. "Controle os pequenos gastos", dizem os especialistas. Mas, meus gastos já são pequenos! Alta geral dos preços: luz sobe, água sobe, condomínio sobe, batata e tomate sobem,... E a renda cai. A fatura chega. Abro o envelope: ASSALTO! Cadê o dinheiro que estava aqui? Faço as contas. Tornei-me "refém" da calculadora. Números são "bandidos impiedosos".  "Roubam" meu sono e minha saúde, inclusive. E essa conta, quem paga? Voltando à real, aos reais. Faço meu planejamento na agenda. Nela, anoto TODAS as minhas despesas. Divido-as em 4 grupos: mensais/fixas, anuidades, pessoais e extras. À parte, anoto TODOS os gastos do dia, para controlá-los e diminuí-los, mês a mês. É assim que a banda toca, tentando não desafinar. Sustos múltiplos, contas pagas. E o lazer? No SUPERMERCADO. Como "abocanha" parte do orçamento, aproveito minha ida semanal à nova balada para socializar, paquerar, ouvir música (qualidade varia), degustar comidinhas novas (qualidade varia) e aprender, em uma aula prática, a abrir sacola de plástico. Paga pra ver? Bons tempos em que os envelopes traziam cartas de amor e de amigos.   

domingo, 24 de maio de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

JOGA FORA O LIXO!

Coisas não substituem pessoas. Os programas de organização na TV apresentam, frequentemente, histórias de pessoas que passam a acumular coisas após a morte de um ente amado. Apegam-se às coisas, por muitos anos, pois não as perdem, como as pessoas. Mas, perdem-se nelas. Não conseguem se incluir na nova rotina, antes organizada. E num ato descontrolado de controlar o incontrolável ocupam o espaço vazio e o buraco aberto com a perda com lixo, tralhas e entulhos e transformam suas casas num grande depósito de nada. Essa atitude enche, preenche o interior da casa, nunca o da pessoa. Repito: coisas não substituem pessoas. Um milhão de coisas não substitui uma pessoa. A conta não fecha. Nem o buraco. Nunca. O que se vê fora reflete o que está dentro, um lixão de emoções, sentimentos e transtornos acumulados e parados, atravancando o caminho. Joga fora o lixo! O de dentro, inclusive. Mas, não o faça só. Para isso há especialistas. Para acolher e ajudar a mexer fora e dentro. E se nada sobrar para por no lugar, há um novo lugar para se colocar, para recomeçar... 

domingo, 10 de maio de 2015

PERTO DOS OLHOS...

... E do pó, também!
Casa-expositora ou casa-vitrine. Assim chamo toda residência que tem em seus cômodos e móveis peças expostas "abertamente". Na cozinha, louças, panelas, utensílios, alimentos,... são distribuídos em prateleiras, bancadas e armários sem portas. Na sala, sem contar os enfeites, há coleções, livros, revistas, coleções, discos, CDs, DVDs e... mais coleções à mostra. E no quarto? Closets abertos, roupas em araras, calçados em sapateiras abertas e tantas coisinhas "desprotegidas" mais. É bonito? É. Gosto muito! Na revista. É prático? Sim e não. Sim, facilita a visualização. Não, dificulta a limpeza e a manutenção. Sempre que vejo meus livros e CDs "mostrando a cara" nas prateleiras, penso que poderiam ser autolimpantes. Insetos, aranhas e outros bichinhos mais são frequentadores assíduos dos espaços. Sujeiras e excesso de luz, natural e artificial, podem desgastar e danificar as peças. Para protegê-las, existem móveis e organizadores, como: expositores, cristaleiras, balcões-vitrine, nichos com portas de vidro, caixas de acrílico e de plástico transparente, redomas,... Tipo a Mona, no Louvre, reinando conservadíssima em sua redoma. Tudo permanece exposto, mas protegido. Concluindo, a conta é simples: quanto maior a exposição, maior a manutenção. Sem organização e manutenção constantes, têm-se apenas um ambiente visualmente e, literalmente, poluído.    
VOLTEI!

Após a pausa, o retorno.
Agradeço a todos que continuaram acessando o blog na minha ausência.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

OUVI POR AÍ

"Achava que ela ia me etiquetar." - Marido sobre esposa com mania de organização.

"Se não é acumuladora, é o quê? Colecionadora de lixo?" - Mulher ao entrar na casa de uma acumuladora, que nega o "título".

"É de graça?" - Pergunta de apresentadora de TV sobre o serviço de organização.
Obs.: Por que seria?